Especificações técnicas
Toque em cada seção para abrir. Tudo é calculado no seu navegador — não há servidor.
Natureza de cada número. Os cards trazem selos que dizem o que o valor é, porque tratar medição e hipótese com o mesmo peso induz a erro:
OBSERVADO medição real obtida agora ·
MODELADO modelo físico avaliado no seu ponto ·
CLIMATOLOGIA estatística de longo prazo, descreve o típico ·
EXPERIMENTAL em avaliação, não entra em cálculo algum.
11 bandas HF3 recomendações ITU-R2 modelos autovalidáveis10 serviços de dados5.571 municípiosarquivo único
🗺️ Mapa e indicadores astrodinâmicos
Mapeamento global e indicadores astrodinâmicos — cartografia real (Natural Earth, via world-atlas) com 28 destinos por grande círculo; greyline (terminador solar a 90°, redesenhado a cada 60s isoladamente); campo geomagnético pelo WMM2025 completo (expansão em harmônicos esféricos grau/ordem 12, 90 coeficientes de Gauss oficiais NOAA/BGS embarcados, validada contra os 100 valores de teste oficiais com erro máximo de 0,0007nT) — base de giro-frequência, TEP e Es Equatorial; oval auroral segue em coordenada dipolar por ser o proxy correto para CGM; monitoramento sísmico (USGS, M4.5+ em 24h, símbolo de epicentro por magnitude) incluído como contexto de infraestrutura crítica para comunicações de emergência, não como fator de propagação; indicadores de atividade solar, fase lunar desenhada — disco em SVG com o terminador projetado como semi-elipse de semi-eixo R·|cos(elongação)|, e orientação do hemisfério sul, em que a Lua crescente aparece iluminada do lado esquerdo, ao contrário do padrão do hemisfério norte; a área iluminada do desenho foi conferida por contagem de pixels contra a fração física, com erro máximo de 2 pontos percentuais — e próximo eclipse visível do Brasil; painel de melhor banda, horário e SNR projetado por destino; painel do campo geomagnético no QTH expondo B, declinação, inclinação, latitude de mergulho, giro-frequência e a razão f/fH em 160m — esta última apresentada como indicador físico que não entra em nenhum cálculo de SNR; variação do fluxo de raio-X em 5, 15 e 60 minutos com rótulo de tendência, extraída da série de 1 dia que já era baixada e descartada, sem requisição adicional; o arquivo carrega os 100 pontos de teste oficiais da NOAA e verifica o próprio modelo geomagnético offline, pelo botão na aba Info ou por validarWMM() no console.
📻 Propagação HF — 160m a 11m
Propagação HF (160m–11m) — modelagem preditiva em 11 bandas; telemetria real da NOAA (SFI, Kp, Dst, Bz, raio-X) com A-index calculado e heatmap preditivo de 36h; MUF calibrada contra literatura de referência (SFI≈120 já abre 10m, modelos anteriores exigiam SFI≈250); absorção de camada D pelo ponto mais iluminado do caminho, não pela média (consistente com NM7M e ON4UN, 5ª edição/ARRL, para bandas baixas); giro-frequência do elétron por QTH em 160m, calculada a partir da intensidade real do campo a 90km (altura da camada D) pelo WMM2025, e não por aproximação dipolar (Oler/N4XX, CQ Magazine 1998; Vanhamel et al., Int. J. Antennas Propag. 2022) — a correção importa especialmente no Brasil: sob a Anomalia Magnética do Atlântico Sul o dipolo superestima o campo em cerca de 40%, e a giro-frequência em Campinas cai de 916kHz para 615kHz, aliviando uma penalidade de absorção em 160m que estava superestimada; amostragem adaptativa em rotas quase-antipodais; alerta de tendência de Bz com suavização; distinção física entre eventos imediatos (raio-X, velocidade da luz, ~8,3min) e preditivos (CME, matéria, 1–3 dias — estimativa de chegada via NASA/DONKI quando disponível); verificação empírica contínua contra spots reais do WSPR (janela de 8h, ±9° de cada ponta): os spots individuais são retidos, e o painel calcula por banda o viés (observado − previsto), o desvio padrão da amostra, o MAE e o RMSE, mais um resíduo agregado ponderado por número de spots — substituindo o número único de −3dB que veio de uma sessão de 159 spots por uma medição do erro que ainda resta em cada banda, agora; a correção de −3dB continua embutida no cálculo e está declarada como tal, e o resíduo exibido é o que sobra depois dela;
perfil longitudinal do caminho mostrando, ponto a ponto ao longo do grande círculo, a iluminação solar (que governa a absorção da camada D) e a latitude de mergulho (que indica risco de absorção auroral) — construído com as mesmas amostras que o cálculo de qualidade já fazia e descartava, sem requisição nem custo adicional, para responder por que uma rota está ruim e não apenas quanto;
índice de confiança da previsão por banda, agregando quatro fatores mensuráveis com pesos declarados — fontes de dados que responderam (30%), horizonte da janela (25%), spots WSPR reais na banda (25%) e calmaria geomagnética prevista (20%) — apresentado como índice 0–100 e não como probabilidade, com a decomposição visível ao passar o cursor. A versão anterior calculava confiança como 90 − início_da_janela × 0,8, um número que dependia apenas de quão distante no futuro a janela começava e não media confiança alguma; ruído de rádio pela ITU-R P.372-17, modelo completo: componente atmosférico (raios, Parte 5) pelos coeficientes oficiais CCIR — série dupla de Fourier de 15×29 harmônicos no espaço, lei de frequência do CCIR Report 322 (u = (8·2^log₁₀f − 11)/4, que não é logarítmica, conforme NBS Tech Note 318 de Lucas e Harper), interpolação entre blocos de 4h feita em potência linear e não em dB, e índice de hemisfério sul separado; man-made (equação 17 e Tabela 1, quatro categorias com decis da Tabela 2); galáctico (equação 15); e a combinação log-normal (equações 18 a 26) em duas passagens, com decis superior e inferior, tomando o pior caso — mais as conversões para potência e campo (equações 6 e 7), com o piso de ruído em 160m mostrado em dBm para larguras de SSB e CW. Validado contra o caso de referência oficial do ITU-R Study Group 3 (janeiro, 14 UTC, 40°N 165°E, 1 MHz, categoria Cidade): as 12 grandezas — FaA, DuA, DlA, FaM, DuM, DlM, FaG, DuG, DlG, FamT, DuT e DlT — reproduzidas com erro máximo de 0,0005 dB, que é a casa decimal em que o ITU-R publica. Os coeficientes estão embarcados em Float32: 13.056 valores, não 39.168 — verifiquei por hash que os 12 arquivos mensais do CCIR contêm apenas 4 blocos sazonais distintos, replicados três vezes cada, e guardar só os quatro economiza 136KB sem perder um único valor. A redução para Float32 introduz erro máximo de 0,000014 dB, medido em 3.240 pontos globais. Conformidade: REFERENCE_COMPATIBLE — reproduz a implementação oficial ITU-R-HF v14.3. Nenhum componente de ruído entra no cálculo de SNR das previsões: ionosfera e piso de ruído permanecem grandezas separadas, porque "propagação possível" não é o mesmo que "sinal audível".
📡 VHF — 6m e 2m
VHF (6m/2m) — destino por grid locator preciso (não lista de país como na HF), porque TEP/Es/Meteor Scatter dependem da geometria exata do caminho; o QTH usa grid de 6 dígitos (ex.: GG67KD), que resolve o sub-quadrado de ~4,6 × 9,3km em vez dos ~111 × 205km de um grid de 4 — diferença de até 80km na posição assumida, relevante para geometria de TEP, radiante de meteoros e paralaxe lunar; o painel mostra a precisão real do grid informado e avisa quando só 4 dígitos foram digitados; Esporádica-E por ciclo sazonal (pico principal verão, secundário início do inverno); Es Equatorial como indicador separado quando o QTH está a até 20° de latitude de mergulho — referenciada ao equador magnético real (I=0, localizado por bissecção no meridiano do QTH), que sobre a América do Sul varia de ~10°S em 70°O a ~9°N em 35°O, deslocamento que o equador dipolar não captura — mecanismo diferente (instabilidade do eletrojet, não vento), com Kp alto favorecendo em vez de atrapalhar; F2 em 50MHz atrelado ao SFI; TEP apresentado como índice de favorabilidade 0–100, e não como probabilidade física — o valor sai do produto de fatores empíricos (geometria, estação, hora, SFI) e não tem calibração que autorize chamá-lo de porcentagem; TEP com janelas independentes por banda (6m: modos vespertino e noturno; 2m: só noturno via bolhas de plasma), calibrado contra o circuito real EA7→PY; indicador experimental de maré lunar semidiurna (M2) sobre o horário de início das bolhas de plasma equatoriais, calculado em tempo lunar local segundo Matsushita (1967) e parametrizado pelo ajuste de Paulino et al. 2020 (Annales Geophysicae 38, 437 — 10 anos de imagens de airglow em São João do Cariri, 7,4°S, corroborado por digissonda em São Luís): amplitude de 13,5min, início mais cedo por volta das 21h de tempo lunar e mais tarde por volta das 03h — exibido como variável de diagnóstico separada, que não altera o score de TEP nem é convertida em dB; propagação troposférica pela ITU-R P.453-14 (recomendação em vigor, 08/2019): refratividade pela equação 6 completa (N = 77,6·P/T − 5,6·e/T + 3,75×10⁵·e/T²) e pressão de vapor de saturação pela equação 9 com fator de aumento, sobre perfil de até 7 níveis — superfície mais 1000/975/950/925/900/850 hPa, descartando os níveis de pressão abaixo do solo pela elevação real do QTH; refratividade modificada M = N + 157h (equação 17), que identifica aprisionamento por dM/dh negativo em vez de depender de um limiar arbitrário de N, reportando base, topo, espessura e força em M-units de uma camada coerente e não de um ponto isolado; limiares derivados da própria recomendação — o perfil exponencial de referência (N₀=315, h₀=7,35km) dá −43 N/km na superfície, −79 N/km equivale a fator k=2 e −157 N/km anula dM/dh; fator k do raio terrestre efetivo exibido junto; linha do tempo de 24h com janelas previstas de super-refração e ducting, extraída da mesma requisição, sem custo adicional de rede; Meteor Scatter com radiante, elevação e viabilidade geométrica calculados para o seu QTH.
🌙 EME — 144, 432 e 1296 MHz
EME — suporte para 144/432/1296MHz; correção de paralaxe topocêntrica (até ~1° em baixas elevações); ruído galáctico com decaimento f⁻²·⁸, destacando zonas de saturação por ruído solar em UHF/SHF; rotação espacial calculada por geometria pura (ângulo paraláctico entre as duas estações e a Lua), distinta da Faraday e sem depender de TEC — sinaliza risco de propagação de mão única perto de ±45° (mecanismo identificado por N1BUG na comunidade EME); janela de visibilidade mútua entre duas estações; severidade de Rotação de Faraday por banda (referência qualitativa, não calculada em tempo real).
🌧️ Meteorologia e segurança operacional
Telemetria meteorológica e segurança operacional — reunidos na aba Meteorologia: radar de precipitação georreferenciado (RainViewer), condições numéricas da estação, raios via sensor GLM do satélite GOES-19 e avisos oficiais do INMET (priorizados por matriz de risco: vento > raios > chuva); raios via satélite contornam a cobertura terrestre fraca na América do Sul, com alerta automático para descargas em raio de 30km do QTH e buffer de 30 minutos que se realimenta sozinho a cada 3 minutos enquanto a aba estiver visível; posição de cada descarga em rumo e distância a partir do seu QTH, calculada localmente, sem serviço externo de geocodificação; cada descarga rotulada com o município mais próximo, a partir de base embarcada de 5.571 sedes municipais do IBGE (fonte kelvins/municipios-brasileiros, licença MIT), comprimida com dicionário de tokens e verificada por checksum na carga — se a descompressão divergir, os dados são descartados em vez de exibir nome errado; quando não há sede a menos de 150km, cai para a UF por tabela de pontos de referência — validada contra as 27 capitais mais casos de fronteira difícil, litoral norte de São Paulo, sudoeste do Amazonas e três pontos oceânicos, com guarda de 350km que marca "fora do Brasil" em vez de atribuir estado a raio no mar; resumo de concentração por estado com percentual sobre o total do buffer; região do QTH para filtrar avisos do INMET pela mesma tabela, com campo opcional de cidade que tem prioridade sobre a detecção automática; intensidade eólica em quatro níveis de segurança pela escala Beaufort.
⚠️ Limitações declaradas
Limitações do modelo: arquitetura prioriza entrega em arquivo único e física simplificada — não substitui VOACAP (ray-tracing) ou WSJT-X (DSP nativo); histórico de tendências (Bz) agora persiste no armazenamento local do navegador e sobrevive a recarregamentos, mas fica preso ao navegador e ao dispositivo — não sincroniza, e some em janela anônima; TEC real para Rotação de Faraday exata e libração lunar avançada ficaram fora por falta de API pública gratuita; o SNR previsto é escala relativa, não potência absoluta: a fórmula parte de constantes de referência (50 e 27) e desconta penalidades, então serve para comparar bandas, horários e rotas entre si, mas não é um dBm que possa ser subtraído do piso de ruído da P.372 para produzir margem de enlace — por isso o painel não exibe "margem", que exigiria um balanço de enlace completo (perda de percurso, potência de transmissão e ganho de antenas) ainda não implementado; modelo de SNR precisa de mais amostragem longitudinal para refinamento; raio de 400km para "raios perto do QTH" é aproximação de escala estadual, não limite administrativo; a coordenada municipal é da sede, não do centroide da área: em municípios extensos como Altamira ou Barcelos a sede pode ficar a centenas de km de parte do território, e por isso o painel sempre mostra a distância até ela em vez de sugerir precisão que o dado não tem; descarga em país vizinho próximo da fronteira pode receber a UF brasileira adjacente; o indicador de maré lunar M2 é média estatística de uma década — em noites individuais o artigo de origem mediu desvios de 37 a 70min, e a maré não é o fator dominante da variabilidade dia a dia das bolhas, então ele indica tendência de horário, não previsão de noite específica; a parametrização foi obtida a 7,4°S e sua validade em outras latitudes não foi estabelecida pelos autores; a efeméride lunar do painel usa série truncada, com erro de até 7,7min no tempo lunar — irrelevante diante dos ±38min de incerteza de fase do próprio ajuste publicado; o WMM2025 representa só o campo principal, gerado no núcleo — campo crustal e de perturbação ficam de fora, o que responde por dezenas a centenas de nT em regiões de anomalia crustal; as bibliotecas vêm de CDN sem verificação de integridade (SRI), então uma indisponibilidade do CDN degrada mapa, gráficos e raios; os coeficientes atmosféricos da P.372 são sazonais, não mensais: os arquivos CCIR replicam o mesmo trimestre nos três meses correspondentes, então dezembro, janeiro e fevereiro devolvem valores idênticos — é propriedade do dado de origem, não do painel; o ruído mostrado é climatologia de longo prazo, não a atividade elétrica de hoje, e por isso convive com o card de raios do GLM na aba Meteorologia sem se confundir com ele: um é estatística acumulada, o outro é observação em tempo real; o perfil troposférico vem de modelo numérico com seleção automática de fonte pelo Open-Meteo — não é radiossondagem local, e o espaçamento vertical dos níveis de pressão, de centenas de metros, não resolve dutos de superfície rasos; a própria P.453 adverte que entre 40°N e 40°S e em locais costeiros os gradientes severos da camada superficial tendem a ser subestimados, faixa que cobre todo o Brasil — ausência de duto indicada aqui não é evidência de ausência real; o mapa base do radar usa tiles do OpenStreetMap, cuja política proíbe uso pesado — quem for publicar este painel para muita gente precisa trocar as três linhas de MAPA_BASE no topo do script por um provedor com chave gratuita. Além disso: modelos de propagação baseados em SFI (o meu incluso) são fundamentalmente modelos de mediana mensal — o SFI descreve apenas 1 de 3 fontes de variabilidade dia-a-dia da camada F2 (as outras duas são atividade geomagnética, que o Kp cobre parcialmente, e acoplamento com a atmosfera baixa/TIDs, que nenhum modelo amador cobre bem hoje). Isso não é peculiaridade deste sistema — é limite reconhecido pela própria comunidade de pesquisa de propagação (K9LA, HamSCI Space Weather Knowledge Exchange 2017).
Sobre a arquitetura e o autor
Levantamento, modelagem e testes práticos por
Ricardo de Paula — PY2VOX, radioamador Classe A em Campinas/SP, com formação em Sistemas de Informação e mais de 30 anos de atuação em Tecnologia da Informação — aplicando esse rigor à ciência do radioamadorismo.
Desenvolvimento com apoio de IA (Claude, Anthropic) para consolidação matemática, auditoria de fontes e refinamento de código, resultando num painel client-side em arquivo único, sem servidor e sem build. Ele
não é livre de dependências: usa
cinco bibliotecas por CDN (D3, TopoJSON, Chart.js e Leaflet no carregamento, mais o h5wasm sob demanda para os raios) e consulta
dez serviços de dados externos: NOAA SWPC, NASA DONKI, USGS, Open-Meteo, INMET, RainViewer, WSPR.live, o bucket aberto do GOES-19 na AWS, o world-atlas para a cartografia e os tiles do OpenStreetMap. O que ele não tem é backend próprio — toda a física roda no seu navegador, e o modelo geomagnético funciona mesmo offline, já que os coeficientes estão embarcados no arquivo.
QRZ.com — PY2VOX
Uso e reaproveitamento: qualquer pessoa pode usar este código, no todo ou em parte, desde que sejam informadas as fontes de dados originais (NOAA — incluindo o World Magnetic Model 2025, de domínio público, produzido por NOAA/NCEI e British Geological Survey —, INMET, Open-Meteo, RainViewer, USGS, NASA, OpenStreetMap, WSPR.live, a base de sedes municipais de kelvins/municipios-brasileiros sob licença MIT, derivada de dados de localidades do IBGE, e o software de referência do ITU-R Study Group 3, livre de reivindicação de copyright para implementadores — conforme listadas acima) e mencionada a parceria com PY2VOX.